Contexto histórico

-  Poderíamos recuar a Atapuerca – aliás não seria incorreto - , porém não é preciso. Basta dar uma olhada ao que estava se passando lá pelo final da Segunda Guerra Mundial, para achar uma preocupação explícita na “Carta” da ONU, por “manter a Paz e a Cooperação entre as Nações”, como caminho para a construção de uma Ordem Mundial mais humana.

-  Levando em conta a situação dos países com processos de Descolonização e Independência dos Povos e Nações, há muitas propostas e organizações, em todos os níveis – local, regional, nacional, setorial, governamental, não governamental, internacional...- que dizem dedicar-se à Cooperação para o Desenvolvimento... com diversos efeitos.

-  Desde a declaração pela ONU da 1ª Década do Desenvolvimento (A.G. Set-1961), a evolução (e involução) de teorias e práticas sobre o Desenvolvimento/Subdesenvolvimento e a Cooperação tem sido muito complexa. E o balanço global medido em resultados não é positivo, o que não impediu nem impede que tenham progredido os esforços, as propostas e as organizações, assim como a conscientização dos problemas e a consciência ética e política na busca de soluções globais e locais que criem as condições para o Desenvolvimento.

-  A palavra “Desenvolvimento” com autonomia e significação própria – embora sem definição exata até hoje – não se generaliza até o final da década de 60 e quase sempre adjetivada com outras palavras fortes, que tratam de ‘substantivá-la’: ‘econômico’, integral, harmonioso, humano...

-  As pesquisas sobre Desenvolvimento – e seu inseparável Subdesenvolvimento – têm sido o centro das denominadas Ciências Sociais ou Humanas. As Teorias do Desenvolvimento variaram muito e ainda, hoje em dia, não há harmonia entre elas, o que não é um obstáculo para contribuir ao seu estudo científico, ético, técnico e político a partir de todas as perspectivas e disciplinas do saber e conhecimentos humanos. As diferentes concepções também subjazem nas práticas e políticas – não podia ser de outra maneira! – da Cooperação - estamos falando em “Cooperação” quando nos referimos à Cooperação ao Desenvolvimento dos Povos do Terceiro Mundo – que desde antes de Bandung nasceu e foi compreendida como alternativa ao Primeiro e ao Segundo – e a estereotipada AOD/APD da OCDE e seu CAD.

-  Sem dúvida, a década de 90, com as Cúpulas das Nações Unidas (Jomtiem’90, Rio’92, Viena’93, Cairo’94, Copenhague’95, Beijing’95, Roma’96, Istambul’96, Kioto’97..., que terminaram truncadas, com a do Milênio, e as sucessivas ‘buscas’ (?) para tornar efetiva a AOD e sua ‘nova arquitetura’ – Monterrey, Roma, Rabat, Paris, Acra...-) junto aos relatórios sobre Desenvolvimento Humano do PNUD acabaram produzindo um salto, qualitativo inclusive, para saber por onde e como se deveria construir o futuro novo da Humanidade, com um verdadeiro Desenvolvimento Humano com Sustentabilidade Econômica, Ecológica e Social, e um profundo enfoque de gênero transversalizando teorias e políticas concretas....a fim de cumprir plenamente o Sistema integrado de Todos os Direitos Humanos para todos os seres humanos. Mas falta a arma: a Vontade política!

-  Como crescente questão -resposta-proposta anterior, conseguinte e posterior, a Sociedade Civil, com suas Redes temáticas e seus Fóruns Sociais Mundiais, acabou sendo de novo a que fez avançar a Consciência crítica e organizada dos povos e segmentos em um verdadeiro Movimento Alternativo à Globalização imposta pelas forças diretamente ligadas ao poder Econômico Internacional e ao poder Político de algumas potências.

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